Seguro Auto

Qualquer seguro é um produto absolutamente utilitário, principalmente, seguro de automóvel. Não à toa a carteira de automóveis é a maior entre todos os ramos de seguros. Os veículos estão expostos a uma série de riscos, chamados pelas seguradoras de sinistro que, independente da natureza do evento, causa muito aborrecimento.

Um dos riscos, talvez o maior, é o crescente aumento nos índices de furto e roubo de automóveis. A média nacional de aumento foi de 16.35% em 2012 quando comparado com o ano anterior. Só para citar dois exemplos: em Campinas cresceu 8.6%, no Rio de Janeiro, 17.2%. São Paulo continua líder no ranking das cidades com mais ocorrências desse tipo, seguido de Rio de Janeiro, Porto Alegre, Campinas, Santo André, Curitiba, São Bernardo do Campo, Guarulhos, Diadema e Osasco. Há outros riscos, tais como, acidentes no trafego dessas caóticas cidades, encontrar uma enchente no caminho, explosões e muitos outros prováveis e até inimagináveis.

O mercado de seguros de automóvel cresce, mas não consegue acompanhar o crescimento da frota circulante, ainda mais, depois do boom de financiamento em 2010, 2011. A estimativa é que a frota circulante brasileira em 2011 era de 34.856.841 veículos, segundo levantamento do Sindipeças (Sindicato Nacional da Indústria de Componentes para Veículos Automotores) dos quais 13,5 milhões possuía seguro. Um terço da frota poderia ter seguro, pois atenderia os requisitos básicos para ter o risco coberto pelas seguradoras, principalmente, idade do veículo. Há espaço para crescer: as projeções do setor automotivo indicam que as vendas de veículos cresçam nos próximos cinco anos, em média anual de 5%, o que para o setor de seguros pode representar um aumento de 57,1% em novos negócios em seguros automóvel.

Além do DPVAT, seguro contra Danos Pessoais causados por Veículos Automotores Terrestres que se destina a cobrir os riscos de qualquer envolvido em acidente de trânsito indenizando por despesas médicas e hospitalares ou morte e invalidez permanente, existem dois grupos de seguros para os proprietários de veículos. O mais abrangente é conhecido como Cobertura Compreensiva ou Total. É o mais completo e protege o veículo do segurado contra incêndio e roubo e cobrem acidentes provocados por outros motoristas. Por ser mais completo é o mais caro.

Os seguros mais básicos são as apólices de Responsabilidade Civil Facultativa, ou RCF que cobre o segurado contra terceiros, isto é, se ferir outra pessoa ou danificar outro veículo é o seguro que paga a indenização. Esse é o seguro mais barato e que mais tem têm crescido no mercado. O preço ainda é e, continuará sendo, o principal atrativo de venda de seguros. Na tentativa de acompanhar o aumento de crédito e financiamento, as seguradoras criaram maior uma oferta de seguros, produtos mais populares com benefícios diferenciados como serviços domésticos gratuitos. Os preços dos seguros estão caindo e a situação é cada dia mais confortável aos usuários graças à acirrada disputa comercial, mesmo assim, com o dinheiro curto não sobra para fazer o seguro.

Preço muito baixo pode ser armadilha

Quando sobra pouco dinheiro, o consumidor pode cair em armadilhas, principalmente, se olhar apenas o preço. A expansão do mercado tem atraído “seguradoras piratas” que operam à margem da lei e já causam prejuízos da ordem de R$ 3 bilhões por ano aos consumidores com seguros falsos de automóveis. Os seguros piratas vendidos como “proteção veicular”, parecem com os seguros legítimos, mas não são. Prometem rastreador grátis, seguro de vida até auxílio-funeral e custam até 70% mais barato, mas não são regulamentadas pela Susep (Superintendência de Seguros Privados) www.susep.gov.br, órgão do Governo Federal responsável pelo controle e fiscalização dos mercados de seguros e previdência. A estimativa da Susep é que 500 mil carros possuam a chamada proteção veicular. O consumidor precisa ficar atento e quando for contratar um serviço exigir uma apólice de seguros de uma companhia credenciada pela Susep.

Cada plano comercializado pelas seguradoras deve ser submetido para análise e arquivamento na Susep onde recebe um número identificador chamado número do processo Susep, número que deve constar de todo o material do plano, como, por exemplo: material de divulgação, proposta de contratação ou adesão, condições gerais, certificado individual, extratos, etc. Na “cartilha” pelo órgão regulador, a recomendação é para que os consumidores façam um levantamento de preços antes de contratar qualquer plano comparando o mesmo tipo de cobertura e o mesmo valor de capital segurado, avaliando, também, a existência de período de carência. No caso de seguro de bens, faça, ainda, pesquisa para saber o valor de mercado do bem segurado, além de ler atentamente a proposta e as condições gerais do seguro, em especial as cláusulas referentes às garantias e aos riscos excluídos e, é importante que o segurado tenha conhecimento das restrições de cobertura e dos seus direitos. Direito que pode ser perdido se o sinistro ocorrer por culpa do segurado ou beneficiário do seguro; a reclamação de indenização por sinistro for fraudulenta ou de má-fé; o segurado agravar intencionalmente o risco ou tentar obter benefícios ilícitos por declarações falsas. Qualquer sinistro é uma dor de cabeça, que pode ficar ainda pior quando os usuários não der atenção a todos os detalhes.